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A Partir das Sobrancelhas
Já que era mulher e já que teria um emprego, bem que gostaria de escolher uma profissão em que pudesse se valer da beleza feminina. Entretanto, ninguém nunca lhe dissera que era bonita. Assim, ela escolheu uma profissão que proibia o uso da maquilagem.
Certo dia, no entanto, o supervisor a chamou:
— Você pinta as sobrancelhas, não é? — Não, senhor. Assustada, molhou o dedo com a saliva e esfregou as sobrancelhas. — Então você raspa as sobrancelhas para as modelar. — Não, senhor, elas são assim mesmo —, falou, quase chorando. — B-e-m! De qualquer maneira, quem tem sobrancelhas tão bonitas como as suas não precisa de um emprego como este para ganhar a vida.
O supervisor encontrara nas sobrancelhas um pretexto para demiti-la. Pela primeira vez, ela teve clara consciência da beleza de suas sobrancelhas. Era tamanha a felicidade da descoberta que a fizera esquecer a tristeza de perder o emprego. “Também tenho algo belo.”
Assim, ela ganhou autoconfiança para se casar.
O marido não dizia que as sobrancelhas dela eram bonitas. Dizia que os seios dela eram lindos. Que as costas, que os joelhos eram lindos. E mais, e mais... Ela aprendeu com ele que havia tantas partes belas no seu corpo, e isso a deixou inebriada, entorpecida de felicidade.
Mas, e quando o marido esgotar as buscas da beleza de seu corpo, o que irá acontecer? Ao pensar nisso, ela começou a sentir saudades dos dias serenos em que se resignava por achar que em si não havia beleza alguma.
Yasunari Kawabata, 1938, tradução: Gizelda Ribeiro da Silva e Vera Maria Martins Alves.
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Que posso fazer se não invocar algumas truncadas lembranças pessoais? Assisti ao “Sétimo Selo” não por ser o filme maior de algum importante diretor sueco. Não (agradeço minha sorte, que muito suprimiu a ignorância, a desinformação, além de oferecer o sabor da surpresa e da certeza). Assisti-o porque um estandarte representando um homem jogando xadrez com a Morte o anunciava. Essa imagem, que deveria ser tecida em forma de sudário, supera qualquer martírio iconográfico: os santos não parecem bons estrategistas... Fica a figura do Guerreiro a substituí-los. Do Guerreiro e da Peste – exército indiferencialmente vencedor. Mas a Morte não deve ser confundida com a moléstia: é muito mais astuta, mas divertida – mais arbitrária (basta lembrar da perturbadora cena em que a Ceifadora serra a árvore na qual estava escondido o ator itinerante Jonas Skat) Lembro-me de dois momentos de comoção que me surgiram naquele dia. O primeiro é conhecido. Origina-se da mera visão de um filme preto-e-branco. Não surge por nostalgia (como poderia?), mas por precisão, pelo acerto de contas entre luz e sombras. A outra lágrima surge pela disposição dos personagens, puxados pela dança fúnebre, após a desistência de nosso suposto herói (pois ele nada mais é que um guerreiro, um funcionário: sua função é matar para evitar a morte de outros. Não lhe é possível conferir essa troca sem uma vida sacrificada em mãos). Esses dois fatores se conjugam no tabuleiro de xadrez, em suas cores e exércitos. Bergman deveria detestar a Morte. Utilizou-a no lugar da figura clássica do velho apostador – o Diabo. Não há motivos para não acharmos que essa troca se dá por um temor maior ao falecimento do que ao Mal. Mefistófeles seria pouco útil: diferente do demônio, a Morte não pode ser lograda, não faz nenhuma troca. Talvez seja reconfortante saber que aos 38 anos de idade, Bergman já começa a se preparar para a derrota iminente na partida que fabulava.
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A Vingança Literária de Jelloun
“Não comecei escrevendo poemas de amor”. Essa afirmação soa ousada – ou, no mínimo, corajosa –, tanto mais quando vinda de um escritor que pertence a uma tradição tão jasmínea como a árabe. Contudo, para Tahar Ben Jelloun, não há tempo para sentimentos melífluos. É preciso antes enterrar os mortos. Nascido em 1944, Tahar Ben Jelloun presenciou boa parte da história colonial de seu país, dividido entre França e Espanha, sendo ponto de encontro para os Aliados na II Guerra Mundial. Independência conquistada em 1956, o Marrocos ainda passa por um difícil processo agonizante, sendo que parte de sua população prefere deixá-lo, para viver outras misérias, só que desta vez na Europa. O próprio Jelloun está exilado desde 1971 na França, onde detém a cátedra de Psicologia Social, além de escrever artigos para o Le Monde. Descreve, porém, as condições dos imigrantes como neste poema em prosa: “Ele chegou a Marselha dentro de uma caixa de laranjas (...) Trazia consigo sua fortuna: algumas notas de cem francos, um anel de prata, um relógio de pulso, uma foto de seus filhos, uma reserva de coragem e de clandestinidade, um fogo na garganta, uma memória cansada, uma bala incrustada na perna direita em princípios de 54 e que lhe valera o título de resistente, além de uma dolorosa solidão”. O sofrimento de seu país - patrie qui n’a plus de visage à qual o poeta se refere constantemente – concentra-se na derrocada ao esquecimento, tornando o passado de prosperidade cada vez mais lendário. Em Fès.Trente poèmes, Tahar Ben Jelloun foca toda essa frustração em sua cidade natal, que por séculos foi uma das cinco Capitais-imperiais marroquinas. Fundada no ano 789, Fez é considerada patrimônio histórico pela Unesco, devido a suas mesquitas e palácios. Nela, contudo, o poeta vê um símbolo de nostalgia – não da sua infância, mas sim da de todo o seu povo. Compara-a amiúde às cidades perdidas na eternidade como Petra e Babilônia, além de Veneza que, como Fez, submerge... Não bastasse escrever sobre os países e povos esquecidos, Tahar Ben Jelloun apóia a construção daqueles que permanecem inexistentes: é ferrenho defensor da causa Palestina. Em “Les amandiers sont morts de leurs blessures”, lemos a missiva de um pai que se dirige ao filho do qual a sorte desconhece. Anuncia a desgraça de seus conterrâneos, lamentando a vinda de estrangeiros que maldizem suas casas e ridicularizam suas amendoeiras. Descreve a entrada de tanques, que fincam seus dentes amarelados na terra enquanto riem e destroem pequenas e inofensivas flores. Seria um sofrimento anônimo e meramente simbólico, se a realidade não se imiscuísse sutilmente na narrativa. Em certo momento, o pai-remetente escreve: “Disseram-nos que sobre essa terra se elevará uma cidade, uma cidade moderna. Ela terá belas avenidas, ônibus e carros. Ela irá até o Mediterrâneo e se chamará Yamit”. À mera citação de um nome, o poema ganha nova amplitude. Eis que aqui se revela a principal técnica do autor. Povoado israelense estabelecido em 1967 na Península do Sinai, Yamit foi palco de uma controvérsia diplomática que dura até hoje. O Tratado de Paz de1982 estabeleceu que parte das terras conquistadas na Guerra dos Seis Dias por Israel seria devolvida ao Egito. Em contrapartida, o Egito aceitou pagar US$ 80 milhões pelas casas e pela infra-estrutura de Yamit. No último minuto, contudo, o Primeiro-Ministro israelense, Menachem Begin - sob a influência do então Ministro da Defesa Ariel Sharon - recuou, ordenando que o assentamento fosse destruído. Segundo o embaixador de Israel no Egito na época, Moshe Sasson, a decisão foi tomada para evitar possíveis confrontos entre os ex-habitantes da região e os egípcios regressados. À falta da epifania romanesca, o poeta procurou seu pathos na revelação. Não aquela de natureza profética, mas sim inquiridora, no qual figuram o assassinato, a miséria e a doença, com a comiseração de profetas-mendigos, deidades órfãs e Alcorões invertidos. Dispensa a rima, a métrica e o ritmo. Apega-se a um ocorrido. Não raro, seus poemas têm como título nomes e datas, que pouco mais significam do que a lembrança do acontecimento, desvelando um mundo que oferece suficiente crueldade para que não seja preciso inventá-la. Assim, Jelloun descreve o purgatório de Fatima Abou Mayyala: “Eles entraram pelo teto/ fecharam as portas e janelas/ enfiaram um punhado de areia na boca e nas narinas/ de Fatima./ Suas mãos rasgaram o ventre dela/ o sangue estava retido/ eles urinaram sobre seu rosto./ Fatima tomou a mão da estátua/ e andou lépida entre as árvores e as crianças adormecidas./ Ela atingiu o mar/ o corpo erguido acima da morte”. Eis que a bestialidade do mundo não é a única filigrana que se imprime nesses versos. Jelloun possui um trunfo a mais que coopera em sua causa. Dentro do cânone literário existem certas obras que rompem as limitações impostas pela linguagem escrita, tornando-se parte do imaginário humano. Assim são Romeu e Julieta, Dom Quixote e a Bíblia. Ainda nessa classe, encontra-se uma obra de caráter peculiar: O Livro das mil e uma noites. Milenares, esses contos noturnos já eram lidos no século VII, porém os mais antigos manuscritos que chegaram aos nossos dias datam do século XIII. Foram nesses últimos que André Galland se baseou para vertê-lo pela primeira vez em um idioma ocidental, em 1786. Porém, como assinala Jorge Luis Borges em um notório ensaio sobre As mil e uma noites e seus tradutores, “palavra por palavra, a versão de Galland é a mais mal escrita de todas, a mais mentirosa e mais fraca, mas foi a mais bem lida”. De fato, Galland exerce uma visível influência nas obras de Edgar Allan Poe, de Stendhal, de Machado de Assis, e de muitos outros. Galland, que tornou as noites árabes pueris, frugais, quase moralizantes, é ainda hoje o seu tradutor mais conhecido. Tornou lendário o erotismo contido nessas histórias justamente por excluí-lo de sua edição. Enfim, criou uma Arábia de fantasias, irreal. É disso que Tahar Ben Jelloun se aproveita. Em seus poemas, persistem as Mil e uma noites ingênuas de Galland. Dá aos ocidentais todas as características que esperam de seus poemas: a repetição e a “espontaneidade” que confere uma aura de oralidade aos versos, usa o exotismo, enfeita-os com pássaros ébrios, com gazelas ladinas, com danças de espelhos – elementos que figuram nas narrativas de Sherazade. Contudo, não a Sherazade que protagoniza Quitab alif laila ua laila, mas sim a de Les mille et une nuits. Fato é que As noites não é uma obra de grande estima entre os arabistas, que dão muito mais valor a poetas do século VI como Abu Nowas e Abu Tammom, notáveis pela métrica rigorosa, pelo aspecto intraduzível de certas sutilizas lingüísticas. Esse outro cânone, secreto, intransponível – e, provavelmente, maravilhoso – está além de nosso alcance. Por certo, isso confere um justificável orgulho ao povo árabe. Tahar Ben Jelloun o sabe muito bem. Assim, não se preocupa: usa inclusive da língua francesa. Dá-nos aquilo que queremos, aquilo que já confortavelmente esperávamos. Porém, adiciona a essas fantásticas fábulas um elemento a mais, uma espécie de moratória, de vingança literária: o sabor amargo da realidade. Como Jelloun mesmo escreve, sua obra é “un livre ouvert pour les enfants qui ont peur”.
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O tambor – Günter Grass
Não gosto de estender certas característica a um número to grande de escritores como aqueles que ocupam uma determinada época. No entanto, é preciso admitir que certas preocupações comuns – há sempre alguma nova decadência a cada estação – podem influenciar uma grande parcela de autores contemporâneos.
No caso do século XX, na segunda metade desse mais precisamente, poderíamos destingir o terrível como tema recorrente. Assim, encontraríamos em Kafka o profeta de toda essa geração, e Beckett, Ionesco, Céline, Camus, Karl Krauss e outros como seus expoentes.
Porém, se é possível ver nos gaguejos e nas repetições dos aleijados de Esperando Godot e Fim de Partida e no semi-anonimato dos personagens de Os últimos dias da Humanidade um sinal do aparvalhamento dos escritores frente ao um mundo pós-Guerra, há uma certa geração de contraponto a isso. O não-mundo de Beckett, que dá impressão de um estado vazio das coisas, é substituído por referenciais diretamente apontados. Assim funciona O tambor de Günter Grass.
Resumidamente, o livro pode ser descrito como a autobiografia de Oskar Matzerath, um anão, que bateu a cabeça voluntariamente para jamais ir além dos três anos de idade, e seu tambor durante a Segunda Guerra Mundial. O livro cumpre a promessa de ser grotesco: a cena da pesca de enguias usando a cabeça de um cavalo é no mínimo macabra, quanto mais sabemos de como a mãe do protagonista morrerá. Os fatos históricos, certas personagens do regime nazista, a precisão dos eventos em Danzig estão lá como janelas que não permitem esquecermos de que aquele mundo é o nosso.
A grande diferença entre autores anteriores e Grass é a forma como ele recalca o seu espanto. Nos primeiros, é a desumanização dos personagens, num além-homem bem diferente daquele imaginado por Nietsche. No autor alemão, são os contos de fadas, a fuga para a infância, que permitem ao escritor dar reais dimensões do que ocorreu. O circo, a Bruxa Negra, os brinquedos: estão todos lá. Se as fábulas buscavam alertar as crianças pelo medo, então Grass aprendeu aplicou essa lição aos adultos.
Termino aqui com o meu trecho favorito do livro, quando ocorre a invasão da loja de brinquedos de um judeu, no qual Oskar comprava seus preciosos tambores.
“Era uma vez um tambor chamado Oskar. Quando lhe tiraram o vendedor de brinquedos e saquearam a loja do vendedor de brinquedos, teve o pressentimento de que para os tambores anões de sua espécie se anunciavam tempos calamitosos. Assim, ao deixar a loja surrupiou um tambor bom e outros dois quase incólumes e, dependurando-os no pescoço, deixou a passagem do Arsenal e dirigiu-se ao mercado de Carvão para ter com o seu pai, que talvez estivesse preocupado com ele. Caía a tarde de um dia de novembro. Junto ao Teatro Municipal, perto da parada dos bondes, algumas religiosas e algumas moças feias tiritavam no frio e distribuíam brochuras piedosas, recolhiam dinheiro em caixinhas de lata e levavam entre duas hastes um estandarte cuja inscrição citava a Primeira Epístola dos Coríntios, capítulo 13: “Fé – Esperança – Amor”, leu Oskar, e podia brincar com as três palavrihas feito um malabarista com suas garrafas: crédulo, gotas de Esperança, pérola de Amor, fábrica Boa Esperança, leite de Virgem do Amor, assembléia de crentes. Achas que vai chover amanhã? Todo o povo crédulo em Papai Noel. Mas Papai Noel era na realidade o homem que acendia os bicos de gás. Ao que parece, estaremos logo no primeiro domingo do Advento. E o primeiro, segundo, terceiro e quarto domingos do Advento abriam-se como se abrem os registros de gás, para que, cheirando plausivelmente nozes e amêndoas, todos os papa-moscas pudessem acreditar resolutamente:
Já vem! Já vem! Quem vem? O Menino Jesus, o Salvador? Ou era o celestial homem do gás com o gasômetro fazendo tique-taque sob o braço? E ele disse: Eu sou o Salvador deste mundo, sem mim não podeis cozinhar. E aceitou o diálogo, oferecendo uma tarifa favorável, abriu os registrozinhos de gás recém-polidos e deixou sair o Espírito Santo, para que se pudesse assar a pomba. E distribui nozes e amêndoas que ao se partirem ali mesmo desprendiam também emanações: do Espírito e do gás, a fim de que os crédulos pudessem ver sem dificuldade, entre o ar espesso e azulado, em todos os empregados da companhia e à porta dos grandes armazéns, Papais Noéis e Meninos Jesus de todos os preços e tamanhos. E assim acreditaram na companhia de gás, sem a qual não há salvação possível, e que, com a pulsação ascendente e descendente dos gasômetros, simbolizava o Destino e organizava a preços módicos um Advento que fazia crer a muitos crédulos que o Natal viria. Mas não sobreviveriam ao cansaço das festas senão aqueles que conseguiram uma provisão de amêndoas e de nozes suficientes, embora todos tivessem achado que havia de sobra.
Mas logo que a fé em Papai Noel se revelou fé no homem do gás, recorreram, sem respeitar a seqüência da Epístola aos Coríntios, ao Amor. Está escrito: Te amo, oh, sim, te amo! Te amas a ti também? E dize-me, me amas tu também, me amas verdadeiramente? Eu também me amo. E de puro amor chamavam-se uns aos outros de rabanetes, amavam os rabanetes, mordiscavam-se e, de puro amor, um rabanete mordia o outro. E contavam uns aos outros exemplos de maravilhosos amores celestiais, embora também terrenos, entre rabanetes, e pouco antes de morder surravam-se mutuamente, alegres, famélica e categoricamente: Dize-me, rabanete, me amas? Eu também me amo”.
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Um motivo de orgulho: mais do que tudo o apartamento que está em meu nome, simbolicamente representado pela mesa de sinuca do salão de jogos.
Um motivo de vergonha: não sei... acho que simplesmente perdi o jeito para algumas coisas...
Uma música: the WORLD – Nightmare
Os romances: devo admitir que esse ano eu li muitíssimos clássicos este ano, mas a minha lista final é (não nessa ordem): - Em Busca do Tempo Perdido, Proust - Hadji Murat, Tolstoi - Dom Quixote, Cervantes - Hamlet, Shakespeare - Odisséia, Homero
Os contos: li poucos contos este ano. Em geral eu ultrapasso a barreira dos 80. Este ano não devo ter lido 20. Entretanto, esses poucos foram exemplares. - “O chamado da água” e “O degelo”, Ítalo Calvino - “Um sonho realizado” e “A cara da desgraça”, Juan Carlos Onetti
Outros: - Alguns ensaios de Montaigne. (Principalmente, “Da Fisiologia”) - “Tese sobre o conto” do Piglia. (Eu já o conhecia a muito tempo, mas como eu o utilizei muito este ano, volto a citá-lo) - “Como eu escrevo” de Bertrand Russell - Algumas coisas sobre Chomsky - “O estranho”, de Freud - “Sermão sobre o Espírito Santo”, Antonio Vieira - Mímeses do Auerbach - Poética do Aristóteles (com comentários de Marcos Martinho) - Retórica a Herênio, pseudo-Cícero
Programa de TV: - O desenho novo do Batman é sensacional
Anime: ressuscitaram a arte de fazer bons animes - Higurashi Naku Koro Ni - Death Note - Nana
O resumo do ano é:
“Não há história mais bonita do que aquela que conta o retorno de um homem a sua casa”. (Sobre a Odisséia)
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